CLÓVIS TONISSI - REGISTRO IBAMA CTF 307881 - Sócio CPCC nº 2505
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O CRIADOURO:

O criadouro Curitiba visa atender aos princípios fundamentais para o sucesso com curiós de alta performance, que são:

1. Genética
2. Processo de criação
3. Processo de ensinamento de canto
4. Manejo

1. Genética:

A Genética é o ramo da biologia que estuda a transferência das características físicas e biológicas de geração para geração.
Em nosso caso específico, procuramos através da genética o melhoramento qualitativo das características de voz, repetição e temperamento dos curiós.
Para isso buscamos em nossos reprodutores (as) a maior incidência de indivíduos com essas características e que geraram produtos com as qualidades pretendidas. Nas árvores genealógicas dos (as) curiós de nosso plantel, destacamos em “negrito”os indivíduos que consideramos ser transmissores dessas qualidades. Alguns exemplos são: BUGRINHO, ARROBA, DOMINIQUE, MIRACATU, GAIOLA PRETA, SUMARÉ, entre outros.

2. Processo de criação:

Para a maior probabilidade de sucesso, o criadouro Curitiba conta com ambientes separados e isolados acusticamente, onde ocorrem as diferentes fases da criação, todos com sonorização do canto Praia Grande Clássico.
Os ambientes são:
• Local para as fêmeas solteiras, que ainda não foram acasaladas.
• Local para as fêmeas chocando e com filhotes recém nascidos.
• Local para os filhotes machos, separados das mães e em processo de aprendizagem do canto Praia Grande Clássico.
• Local ou caixa acústica para galador.

O período de reprodução em Curitiba, normalmente ocorre de outubro a fevereiro.
Os ambientes são dotados de ventilação, claridade natural, sonorização e higiene.
Os cruzamentos são planejados visando reunir raças que já deram resultados comprovados em torneios.

3. Processo de ensinamento de canto:

No Criadouro Curitiba, o dialeto de canto utilizado é o “Praia Grande Clássico”com Samaritá no segundo canto, padrão de canto do curió Ana Dias.
Em todos os ambientes e caixas mencionados no item 2, há sonorização do mesmo canto, buscando-se assim que os filhotes em todas as suas fases não tenham influências diferentes quanto à melodia e andamento.
Como o avanço tecnológico dos exames de laboratório nos permite a identificação dos sexos dos filhotes com poucos dias de vida, possibilita-nos que seja feito o melhor encaminhamento dos machos para o ensinamento do canto em caixas acústicas ou em ambientes destacados com as condições ideais ao ensinamento.
Os filhotes passam por quatro estágios para formação do canto, que são:
A. Audição
B. Grisar ou churriar
C. Marcar notas
D. Assobiar

A. Audição: Consideramos como período somente de audição os primeiros treze dias, quando o filhote está no ninho e não emite canto, porém já está com o aparelho auditivo formado para assimilar os sons do canto.
B. Grisar ou churriar: É a emissão de canto sem a identificação clara das notas, isso ocorre devido ao filhote querer expressar o canto, porém ainda não tem maturidade da seringe, órgão responsável pela vocalização. Há quem defina como sendo uma etapa de exercícios de vocalização para o desenvolvimento da seringe. Esse período varia de curió para curió, sendo que normalmente inicia-se após o vigésimo dia de vida e vai até aproximadamente o sexagésimo dia.
C. Marcar notas: É a fase onde se inicia a identificação de algumas notas do canto ensinado, durante o churrilhado, ou seja, é a fase intermediária entre o churrilhado e o assobio, que ocorre de forma gradativa porque é o processo de maturação da seringe do filhote. Em muitos trechos do canto, há a possibilidade clara de identificar algumas notas e onde elas estão sendo colocadas.
D. Assobiar: O início dessa fase também varia de acordo com o desenvolvimento de cada filhote, contudo a grande maioria começa a demonstrá-la após a muda de ninho que ocorre em torno dos quatro meses. Normalmente as mudanças de fases ocorrem de forma gradativa, aonde o filhote vai evoluindo no processo de formação do canto. Ao atingir essa fase, as notas são claramente identificadas, porém nem sempre o filhote consegue expressá-las de forma a montar o conjunto completo do canto, fato que poderá ocorrer posteriormente com mais maturidade.
Com o passar do tempo, a tendência do filhote é “limpar”a voz e firmar a colocação das notas de canto que aprendeu.

4. Manejo:

Considera-se por manejo as ações praticadas de forma metódica e sistemática, visando a melhor adaptação do curió ao meio, para que adquira um maior desempenho.
O manejo aplica-se a todas as fases da vida do curió, sendo que cada uma tem seu papel no resultado final.
As fases mais evidentes que se deve aplicar corretamente o manejo são:
• Criação
• Desenvolvimento do filhote
• Período de muda de penas
• Preparação para torneios

Em todas as fases a alimentação deve ser bem variada e de boa qualidade, isenta de fungos e bactérias, objetivando atingir o equilíbrio entre energia, proteína, aminoácidos essenciais, vitaminas e sais minerais.
Descreverei aqui o básico de cada fase de acordo com que pratico e com conhecimentos adquiridos de curiozeiros experientes, sem a pretensão de estar abrangendo todas as possibilidades. Pois essa questão tem inúmeras variáveis que poderão ter tratamentos diferentes em função da aptidão e individualidade de cada um.

• Criação: O curió tem o período reprodutivo ocorrendo normalmente entre o início da primavera e metade do verão. Antes de iniciar esse período, deve-se higienizar todas as instalações e acessórios que serão utilizados, tais como: gaiolas, ninhos, utensílios, vasilhas e etc.
Quanto às aves, devem-se tomar cuidados preventivos como exames de fezes e administração de poli vitamínicos. As fêmeas deverão ser colocadas em suas gaiolas com seus respectivos ninhos em seus locais onde iniciarão o processo de reprodução, para iniciarem a adaptação ao ambiente.
Esse ambiente deverá ser sossegado, ter preferencialmente ventilação e luz natural com incidência de sol no período da manhã. Para incentivá-las ao processo reprodutivo, deve-se aumentar o período de luminosidade, colocar raiz de capim nas gaiolas e manter o som com o canto Praia Grande Clássico no ambiente. Assim que a fêmea estiver ninhando, deve-se mostrar o curió até chegar o momento em que ela pedirá gala. Quando a fêmea começar a pedir gala, coloca-se a gaiola do macho ao lado da gaiola da fêmea, com um anteparo entre elas, abrem-se os passadores e retira-se o anteparo para que a cópula ocorra. Proceder dessa forma por duas vezes ao dia até que ela pare de pedir gala. Após dois dias ela deverá botar o primeiro ovo, sendo que as fêmeas de curiós botam 2 ou 3 ovos e o período de choco dura 13 dias, a contar da data da postura do ultimo ovo. Ao nascerem os filhotes, a fêmea deverá ser mantida com o máximo sossego possível, para que ela se mantenha no ninho o tempo necessário para manutenção da temperatura dos filhotes. Com cinco dias de vida do filhote, procedo o anilhamento, a coleta de sangue para exame de sexagem e transfiro a fêmea com os filhotes para o local onde há condições diferenciadas para o encartamento do canto “Praia Grande Clássico”. Aos 30 dias separo os filhotes da mãe e os machos vão para gaiolas individuais em seus respectivos ambientes isolados.

• Desenvolvimento do filhote: A atenção e cuidados para a instrução do canto do curió são práticas constantes, portanto, a dedicação é fundamental nesse período.
Ao completarem 30 dias de nascidos os filhotes de curió são separados definitivamente do convívio da mãe e encaminhados ao local com isolamento acústico para continuarem a receber as instruções de canto. É importante não mudar o CD que estava sendo usado desde o início do aprendizado e também não ficar alterando de local, mantê-lo num mesmo local até que tenha encartado o canto. A capa deve ser removida e recolocada diariamente para que o filhote acostume-se com essa prática que futuramente será necessária para apresentá-lo em torneios. O treinamento em ambientes externos ao criadouro só inicia após o pardo estar com o canto encartado e é feito colocando-o numa estaca em ambiente onde haja movimento de pessoas para que ele acostume a soltar o canto nessa situação, em que será similar aos locais de torneios. A freqüência para execução dessa atividade dependerá do desenvolvimento do pardo bem como da disponibilidade do proprietário. O importante é que o pardo passe a conhecer situações diferentes do dia a dia encapado.
Excepcionalmente, como forma de incentivar o desenvolvimento do pardo, coloco um mestre para que o mesmo ouça, isso é feito somente utilizando-se de curiós com reconhecidas qualidades de canto Praia Grande Clássico em condições controladas e por pequenos períodos de tempo. Sendo que o mesmo posteriormente retorna ao seu local isolado para ser submetido ao aprimoramento do canto exclusivamente através de som.

• Período de muda de penas: Apesar de nessa fase os curiós não cantarem, ela é muito importante porque as penas exercem funções que interferem no comportamento e na saúde, tais como: auxiliam como barreira de proteção a penetração de microorganismos; ajudam na termorregulação do corpo; são imprescindíveis ao vôo; ornamentam para a dança do acasalamento e auxiliam na incubação dos ovos e na proteção dos filhotes no ninho. Portanto, eles passarem por essa fase de forma saudável será importante para o desempenho das futuras atividades que deverão exercer. Os pardos machos ao fazerem a muda de penas com um ano de vida, passarão a ter a cor definitiva de preto na cabeça e costas com marrom avermelhado no peito, enquanto que as fêmeas mantém-se com a cor marrom claro.
Como é um período que exige muito das aves por consumir as reservas de energia para a formação da nova plumagem, é oportuno administrar um poli vitamínico e mantê-los em local sossegado, sem correntes de vento e com temperatura constante em torno de 25º C, sem que haja mudança de rotina, para evitar a interrupção da muda. Nesse período, normalmente o curió se movimenta pouco e para de cantar, demonstrando claramente estar debilitado. Assim que terminar a muda, quando a plumagem demonstrar estar com brilho, o curió macho volta a cantar de maneira moderada e vai aumentando gradativamente a quantidade e qualidade do canto que tenha memorizado.

• Preparação para torneios: Existem as modalidades de torneios para canto e fibra, sendo que as preparações são diferentes para as duas modalidades. Como nosso objetivo é o canto Praia Grande Clássico, trataremos aqui apenas a preparação para canto.
O torneio de canto sempre acontece no período da manhã e para cada ave é destinado um tempo de 5 minutos para se apresentar ao juiz. Portanto, o objetivo é deixar o curió condicionado a se apresentar o melhor possível nesses 5 minutos, demonstrando nesse instante todas as qualidades adquiridas em sua vida.
Os fatores fundamentais necessários para apresentação em torneios são:
1. Deixá-lo desinibido, para cantar em qualquer lugar;
2. Acostuma-lo a andar de carro;
3. Acostuma-lo a sofrer interferência de canto de outros curiós, por pequenos períodos de tempo, para que ele perca a noção de espaço exclusivo (território), pois em torneios isso fatalmente ocorrerá;
4. Acostuma-lo a dormir em locais diferentes, pois quando o torneio for distante haverá necessidade de viajar na véspera;
5. Não alterar o tipo de alimentação na semana do torneio;
6. Acostumá-lo a cantar sem a necessidade de estímulos como: mostrar fêmeas, mostrar curiós chias, mostrar curió quente ou outras formas quaisquer que possam interferir na naturalidade do canto a ser apresentado; (esse é um item bastante individual, cabendo ao proprietário encontrar a melhor forma para seu curió);
7. Ser a mesma pessoa para fazer o treinamento e a apresentação em torneio, pois o curió poderá estranhar a pessoa no momento da retirada da capa, bem como a forma de manipular a gaiola.

Portanto, a preparação ou treinamento do curió para torneio será a prática freqüente de colocá-lo em situação o mais próxima possível da realidade que encontrará no dia de torneio.

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